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Viajando para Orlando de Gol

Conseguimos nossas passagens em uma barbada da GOL, e arrumamos nossas malas para Orlando! Muita gente ficou curiosa, ent√£o viemos aqui deixar o nosso relato de como foi.

E a pergunta que não quer calar é: como é viajar para os Estados Unidos de Gol? Bem, vou contar a nossa experiência agora.

Se prepare para um post bem grande e cheio de detalhes!

O Check-in

voar de gol

Chegamos em Guarulhos 3 horas antes do hor√°rio de embarque, e eu achei que foi ideal. Tinham alguns voos internacionais da GOL saindo, ent√£o tinha uma fila meio grandinha (e eu sou bem neurada de medo de perder voo). N√£o precisamos fazer o check-in em nenhum painel de atendimento, entramos direto na fila e o procedimento de check-in e despacho de bagagem foram feitos juntos.

A atendente pediu não apenas os passaportes, mas também reservas de hotéis onde ficaríamos em Orlando. Gente, é super importante ter isso à mão sempre, então já deixem separados porque eles podem pedir. Nunca tinha acontecido antes, mas para tudo se tem uma primeira vez. Ela perguntou quantas malas seriam as de mão, e indicamos as duas mochilas, que ela identificou com a etiqueta laranja da companhia.

Foi tudo tranquilo, e embarcamos no Terminal 2.

Dica do Trippolis: O check-in internacional √© feito em terminal diferente do nacional. Para v√īos internacionais o check-in √© feito na Asa B.

Na volta de Orlando chegamos com as mesmas três horas de antecedência, a atendente conferiu nossas passagens e passaporte, e mandou a gente pesar todos os itens de mão. Todos. O peso é de 5kg por mala de mão. Por 1kg ela não deixou a mala de mão passar (isso porque o 1kg que passava era comida que tinha lá), e quando mostramos nossas mochilas, as mesmas da ida, ela não queria considerar como mala de mão, falando que teria que despachar porque não era uma bolsa. Eu rebati na hora.

A sensa√ß√£o que me deu √© que ela queria tirar vantagem de alguma forma para despachar a nossa mala de rodinha de m√£o (que tinha itens de valor e era do tamanho exigido para entrar na cabine), porque ela at√© ent√£o estava falando em portugu√™s com a gente, mas quando fui retrucar em ingl√™s ela meio que voltou atr√°s. Eu fui firme em falar que eu poderia levar uma mala de m√£o + uma bolsa ou mochila que coubesse embaixo da poltrona √† minha frente, e que se ela tivesse d√ļvidas ela poderia chamar o gerente dela e ele poderia explicar para ela. Ela n√£o gostou muito, mas a minha mochila era realmente pequena e poderia ir debaixo da poltrona, como j√° foi em outras viagens – e eu estava no meu direito. Ela continuou tentando arrastar o portugu√™s dela, mas sempre respond√≠amos em ingl√™s, porque ela parecia bem disposta a nos enrolar.

Além disso as atendentes de forma geral eram meio rudes com brasileiros que não sabiam falar inglês, elas pareciam sem paciência em ter que ficar explicando e sempre jogavam para uma brasileira que trabalhava por lá. Não gostei.

Lembrando que todos os Brasileiros com bilhetes de origem comprados no Brasil podem despachar 2 malas de até 32kg cada.

O avi√£o e o voo

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O avião é mais antigo, com duas fileiras contendo três poltronas cada.

Não existe primeira classe ou a executiva, mas sim a classe Comfort, das fileiras 1 a 7. As poltronas nesta classe são exatamente iguais às demais, as diferenças são: assento do meio bloqueado, serviço de bordo diferenciado e banheiro de uso exclusivo na dianteira do avião. Além da prioridade de embarque, claro. Ouvi dizer que este assento é gratuito para os clientes Diamante, mas não tenho certeza, então é bom confirmar.

Nos dirigimos √†s nossas poltronas e nelas j√° estavam um kit contendo travesseiro e cobertor da companhia. O travesseiro √© daqueles normais, mas o cobertor √© mais grossinho do que o normal. √ďtimo para quem costuma sentir muito frio no v√īo. O espa√ßo entre as poltronas √© bem pequeno,como toda “boa” classe econ√īmica. Eu tenho 1.71 de altura e tive cerca de um palmo de espa√ßo. O Dre, que tem 1.83 teve m√≠seros tr√™s dedinhos.

Avi√£o decolou de forma tranquila e sem atrasos (melhor coisa do mundo pegar v√īo na madrugada!), e depois de cerca de dez minutos veio o aviso qe poder√≠amos ligar nossos eletr√īnicos. Sim, porque o avi√£o n√£o oferece nada no quesito entretenimento de bordo. E nada mesmo, nem uma musiquinha. Foi a primeira coisa que ouvimos sobre o avi√£o: n√£o tem entretenimento de bordo nenhum. √Č bom j√° ir preparado para isso, especialmente se voc√™ vai com crian√ßas. Ent√£o j√° separa livro, revista, iPad, celular e/ou fone de ouvido. Pelo menos todas as poltronas tem tomadas, para que voc√™ possa recarregar seus port√°teis sem problemas.

Mais um fator importante: existem dois banheiros dispon√≠veis para a classe Econ√īmica, e um deles √© de uso exclusivo feminino. Eu achei √≥timo.

O voo foi super tranquilo, e o comandante do voo da ida era a animação em pessoa! Ahaha

Serviço de bordo

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Não que eu pegue um avião para comer, mas esse era um tema que estava me preocupando muito! Já tive experiências horríveis com a GOL dentro do Brasil e em uma volta de Buenos Aires. Ficar horas e horas só com amendoim e barra de cereal não ía rolar, né?

Se você tinha esse medo, pode ficar tranquilo, eles não servem nem amendoim e nem barrinha! Vitória! o/

Nosso voo saiu 02:30 da manhã, e depois de uma hora da decolagem na ida foi servido um lanche frio de peito de peru com queijo branco, acompanhado de bebidas não alcoólicas (sucos, refrigerantes e água). Cerca de uma hora e meia antes de pousar em Santo Domingo, foi servido o café da manhã composto um lanche quente (calzone) acompanhado de salada de frutas, um bolo e bebidas não alcoólicas (suco, água, refrigerante e café). E no voo de Santo domingo para Orlando foi servido outro lanche frio com bebidas não alcoólicas.

Na volta (saímos de Orlando às 15h15) o esquema foi o mesmo, lanche depois de uma hora de decolagem para Santo Domingo, e depois que saímos de Santo Domingo foi servido um jantar depois de 1 hora da decolagem e o café da manhã cerca de 1 hora antes do avião pousar.

Quem precisasse de água ou qualquer outra bebida, era só chamar o comissário que eles traziam. Educados e simpáticos!

A parada em Santo Domingo

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Apesar de eles anunciarem como voo direto, o voo faz uma pausa em Santo Domingo (Rep√ļblica Dominicana) para abastecimento. Por lei, as aeronaves n√£o podem ser abastecidas com passageiros dentro, ent√£o todos descem.

Logo quando sa√≠mos somos direcionados √† entrada destinada aos passageiros em tr√Ęnsito, onde passamos no raio-x. √Č super tranquilo, porque no hor√°rio os dois √ļnicos v√īos que tem por l√° s√£o os da Gol, que chegam com uma diferen√ßa de alguns minutos. N√£o precisamos passar na imigra√ß√£o, e assim que sa√≠mos da √°rea do raio-x e subimos as escadas j√° est√°vamos na √°rea do nosso port√£o de embarque. Ou seja, n√£o tem nem como se perder.

A pausa é de uma horinha, o que é ótimo porque dá para a gente dar uma esticada nas pernas e sair um pouco do avião.

Ao embarcar para os Estados Unidos os funcionários do embarque conferem o visto americano de todos. Então já tenha nas mãos o passaporte e o bilhete de embarque (mesmo que você vá se sentar na mesma poltrona do trecho anterior).

Na ida estava tudo fechado, exceto pela livraria/loja de conveniência. Na volta estava tudo aberto, incluindo o Duty Free, que vendia inclusive produtos locais. Compramos um chocolate para provar, mas tinha uma variedade grande de doces, café e bebidas.

Confesso que eu estava bem temerosa, porque no ida o nosso voo fazia apenas uma parada de uma hora, mas na volta o voo seria de conex√£o (leia-se troca de malas de avi√£o). J√° estava preparada para chegar em Campinas sem nenhum dos meus pertences, mas foi tudo muito bem.

Considera√ß√Ķes finais

Na minha sincera opini√£o? Foi um bom v√īo. Eu estava j√° preparada para o pior e fui surpreendida positivamente. Na ida dormi o tempo inteiro, e na volta eu tinha celular e livro para me fazer companhia, ent√£o n√£o senti falta de entretenimento de bordo.

O serviço foi bom, a pontualidade foi excelente e a para em Santo Domingo foi super tranquila (e me deixou com vontade de ficar por lá para conhecer o país!)

Eu acho que os preços da GOL são muito caros, e difícil competir com o mercado por conta disso, já que as outras companhias oferecem outras coisas que a companhia não oferece, como entretenimento de bordo. Se você é como eu e não liga se tiver filme no avião para pagar mais barato a passagem, pode ir sem medo.

Por um preço baixo eu com certeza voaria na companhia outra vez (apesar de eles terem quebrado a minha mala). Pelos atuais preços praticados eu daria preferência por outras companhias (muitas vezes mais baratas!).

A Fl√°via contou l√° no Viajar √© Tudo de Bom como foi a experi√™ncia entre Miami e Rio. Confere la as impress√Ķes dela.

Quem ai mais j√° viajou na companhia? O que achou? Contem para a gente!


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3 Coment√°rios

  1. […] Outras experi√™ncias com a Gol por Viajar √© Tudo de Bom e por Trippolis. […]

    Responder

  2. Cris

    maio 3, 2015 em 12:05 am

    Ol√°, adorei seu coment√°rio e me foi muito √ļtil. Estou buscando passagens para Orlando e a gol √© a que oferece pre√ßos mais em conta mesmo. Ma estava com medo de viajar por ela devido aos coment√°rios sobre n√£o ter nada para fazer a bordo e nem mesmo entrada para recarregar os eletr√īnicos. Bom acho que um livro ser√° uma boa pedida. Parab√©ns pelo blog.

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    • Daniele Polis

      maio 4, 2015 em 3:04 pm

      Oi, Cris, tudo bem?
      Que bom que consegui te ajudar! Eu fui bem honesta, realmente n√£o tem nenhum tipo de entretenimento de bordo, mas tem sim tomada em todas as poltronas. Na ida nem sentimos, porque o v√īo era de madrugada, mas na volta eu voltei lendo um bom livro e meu marido com seu videogame port√°til!rs O livro com certeza vai ser uma √≥tima companhia!

      Muito obrigada pelo coment√°rio ūüôā

      Abraços.

      Responder

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